4 DE ABRIL DE 2026, SALVADOR

Arte de Construir Legados: Por que

sua Imagem é sua Maior Obra

 Sobre arte, jornada e tudo que o tempo

não apaga por Larissa Lauriano

An illustrative sketch of a flower

Do Começo

Antes de saber escrever direito, eu já sabia que o mundo podia ser mais bonito, pegava

as revistas da casa e rabiscava por cima. Mudava as cores, reorganizava as páginas, desenhava nas margens. Não era vandalismo, era necessidade. Uma criança que ainda

não tinha palavras para o que sentia, mas que sabia instintivamente que a forma das coisas importa. Eu tinha talvez oito anos. E já era artista sem saber o nome.

O Fio que Nunca se Rompeu

Aos 14, multimídia. As cores na tela produziram uma sensação que ainda não sei nomear completamente — só sei que era verdadeira. Uma vibração interna que reconheci como minha desde o primeiro instante. O normal nunca me atraiu, mas o diferente, sempre.

Do audiovisual ao design, o caminho não foi escolhido, foi reconhecido. Cada etapa revelava

a próxima com a naturalidade de quem segue um fio invisível que sempre existiu. Filmes assistidos com olhos de quem estuda composição e luz. Peças criadas com a consciência

de quem sabe que cada escolha visual carrega significado antes de qualquer palavra.

Mas havia algo que as telas não conseguiam dar e então o museu sempre me chamou.

“Amarum Est Aurum”

Larissa Lauriano

Curadora de Arte & Diretora Criativa

Sócia-Fundadora da FŌRMA

A Linguagem que Antecede as Palavras

Nunca precisei viajar para sentir a arte clássica. Ela chegou até mim pelas pesquisas noturnas, pelos livros abertos no chão, pela intensidade de quem sabe que pertence a algo maior do que o lugar onde nasceu.

Van Gogh chegou pelo amarelo, aquela cor impossível, vibrante, quase agressiva em sua generosidade, enquanto o girassol que não pede licença, o campo de trigo que parece estar em chamas. Reconheci ali algo que sentia em mim mesma — uma intensidade que o mundo às vezes não sabe onde colocar, mas que quando encontra sua forma, se torna arte.

Monet chegou pela emoção, uma exposição que me parou no meio da sala, por suas nenúfares que não são flores — são estados de alma pintados em água. Saí diferente, mais convicta de que arte não é decoração, é linguagem. A mais honesta que existe.

A Vênus de Milo chegou pelo que falta, uma figura sem braços que mesmo incompleta comunica mais poder e mais mistério do que obras inteiras, a imperfeição como elemento

de eternidade, o que falta como o que mais permanece.

An illustrative sketch of a flower

Os Lugares que Têm Alma

Arquitetura também é arte. Sempre soube disso — e os lugares confirmaram.

No Pelourinho, em Salvador, senti pela primeira vez o que significa uma cidade ter alma, cada azulejo, cada porta colonial, cada rua de pedra irregular conta uma história que nenhum livro consegue traduzir completamente. A personalidade de cada arquitetura é uma obra silenciosa e permanente, maior do que qualquer um que passou por ela.

Florença ainda é um chamado, uma promessa que fiz a mim mesma, porque existem lugares que a alma reconhece antes de os olhos verem. O berço do Renascimento, a cidade onde

o mármore virou carne nas mãos de Michelangelo. Onde a proporção áurea não é conceito,

é rua, é fachada, é respiração. Um chamado que não silencia.

O que os Difíceis Ensinaram

A jornada não foi suave, houve sócios que me passaram para trás, pessoas que chegaram para colaborar e ficaram para extrair, projetos que pareciam certos e desmoronaram no momento em que mais precisavam de sustentação, mas havia algo que nenhuma traição conseguiu tocar. O amor pela arte.

Não o amor performático, aquele que se declara em público e some na primeira dificuldade.

O amor que fica, que volta, que encontra uma obra de Van Gogh num momento de dor e respira, que pesquisa naturezas-mortas holandesas às três da manhã por pura fascinação, que vê numa escultura incompleta mais verdade do que em discursos inteiros. Esse amor nunca foi abalado, e foi ele que me trouxe até aqui.

“Cada vez que o mundo tentou me diminuir, eu elevei o nível. Não como reação, como natureza.”

O Limão que Revelou Tudo

Pesquisando as naturezas-mortas holandesas do século XVII, encontrei o que não sabia

que estava procurando. O limão siciliano.

Nas pinturas de Willem Kalf e Jan Davidsz. de Heem, o limão não era fruta, era símbolo

de luxo. Declaração de pertencimento a um mundo onde nem todos tinham repertório

para entrar, apenas as nobrezas sabiam apreciar o amargo, a casca espiralada em perfeição técnica, o chiaroscuro dramático revelando textura e profundidade, a luz atravessando

o amarelo e criando sombra.

Amarum Est Aurum. O amargo é ouro.

Eu, apaixonada pelo amarelo desde Van Gogh, percebi que toda a minha vida tinha gravitado em torno dessa cor sem que eu soubesse. O amarelo de Van Gogh, o ouro das naturezas-mortas holandesas, o limão siciliano como peça de luxo — não pela doçura, mas pelo que exige de quem aprecia.

Tudo se conectou e não foi uma decisão, foi um reconhecimento.

An illustrative sketch of a flower

O Que a Arte Ensina Sobre Permanecer

Michelangelo pintou deitado por quatro anos com tinta caindo nos olhos, Van Gogh vendeu uma única tela em vida, a Vênus de Milo chegou até nós sem os braços e todas elas permaneceram, não porque foram perfeitas, porque foram verdadeiras.

Aos 18 anos eu sonhava com uma agência que movesse o mundo pela arte. Aos 26 cheguei em Salvador com a FŌRMA, um estúdio que usa semiótica e design estratégico para revelar

a essência de marcas que já existem, mas que ainda não foram vistas com a força que merecem.

A jornada não foi linear. Foi como toda grande obra, cheia de camadas, de retrabalho, de momentos em que o que estava na cabeça ainda não tinha encontrado sua forma no mundo.

Mas o fio sempre esteve lá, desde a menina que rabiscava revistas, desde o amarelo de Van Gogh, desde o limão siciliano emergindo do escuro.

O verdadeiro luxo não é apenas ter é ter para transbordar.

E arte, a arte verdadeira, sempre transbordou.

Arquitetamos Legados: Governança de Estilo e Ecossistema

de Autoridade

E é essa mesma força que trazemos para a FŌRMA, não somos apenas um estúdio de design; somos os guardiões da sua imagem. Apoiamos médicos que entendem que sua trajetória é um patrimônio valioso e que sua reputação merece ser tratada com a importância de uma obra de arte.

Mais do que criar logotipos, nós construímos a identidade que sustenta a sua prática e o seu nome no mercado. Com um design pensado em cada detalhe e uma curadoria que valoriza a sua história, transformamos quem você é em uma marca forte, sofisticada e impossível de ser ignorada. No mundo atual, o seu nome precisa ser visto com a clareza e o prestígio que o seu legado merece.

Larissa Lauriano Artista. Sócia-Fundadora & Diretora Criativa — FŌRMA Estúdio Criativo Salvador, Bahia · 2026

Copyright © 2026 FŌRMA Blog. All Rights Reserved.